domingo, 20 de maio de 2018

REPERCUSSÃO DA PERDA DO AMIGO PROFESSOR JOÃO CARLOS LEONELLO

Hoje 20/05/18  por duas vezes, estive no PREVER acompanhando o velório do amigo e professor do Colegiado de Ciências Econômicas  da Unespar campus de Campo Mourão-Pr João Carlos Leonello, que nos deixou aos 58 anos. Entre os dois períodos fui almoçar no CELEBRA eventos, ocasião em que acontecia o consolidado "Porco no Tacho" do ADM SOLÍDÁRIO, promovido pelo colegiado de Administração do campus anteriormente citado e que a arrecadação é em prol de locais que prestam assistência social na cidade e lá foi feita uma bela homenagem ao professor falecido, comandado pela professora Lole.
No velório, entre um período e outro em que apareci por lá pude perceber a presença do Reitor da Unespar, de um Pró-reitor, do diretor do campus, dos dois diretores de centro de área, de professores de todos os colegiados na ativa e aposentados, agentes universitários na ativa e aposentados, alunos e ex-alunos do professor, funcionários da COAMO (em que ele trabalhou por muitos anos), funcionários do SEBRAE ( em que ele foi consultor) e de demais segmentos. 
Numa manifestação de carinho e respeito eu vi dentre as várias coroas de flores, as que me lembro, do Colegiado de Ciências Econômicas da Unespar, do CORECON - Conselho regional de economia, do Mestrado do campus em que ele era professor, da turma de alunos de 1999, do Rotary que ele frequentava, do prédio em que ele morava, do SENAR em que ele era consultor.
E pela internet, sinceramente não tinha visto tanta repercussão.
A manifestação assinada pelo coordenador do curso de ciências econômicas e em nome dos professores do colegiado CLIQUE AQUI   conferido recentemente, teve 33 compartilhamentos e 349 curtidas e 63 comentários.
A manifestação no site da Unespar CLIQUE AQUI  foi importante mas não posso atestar a repercussão.
A bonita matéria no site do jornal Tribuna do Interior CLIQUE AQUI   foi importante mas não posso atestar a repercussão.
A matéria no meu facebook que fiz a partir da matéria do meu blog (comento na sequência) teve 56 compartilhamentos e 153 curtidas e 43 comentários.
A matéria que fiz no Blog do Maybuk CLIQUE AQUI  teve uma repercussão impressionante, só para ter ideia o máximo de visualização para uma matéria individual nos quase 10 de anos de Blog, foi de 1.500 e no caso da matéria em questão foram os surpreendentes 10.021 visualizações. 
Além das matérias citadas eu vi no meu facebook várias manifestações individuais de colegas de trabalho, alunos, amigos etc, mostrando que realmente o professor João Carlos Leonello que foi tão cedo pela nossa avaliação, deixou uma rica história de vida.  

Registro também que em Maringá-Pr local em que ele foi cremado tinha a presença de professores do campus que moram lá e inclusive ex-aluno.
 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

PERDEMOS O PROFESSOR E AMIGO JOÃO CARLOS LEONELLO


Depois de mais de dois meses de uma batalha difícil de saúde, perdemos o professor e amigo João Carlos Leonello que será velado no domingo de manhã no PREVER em Campo Mourão-Pr.

Eu não cheguei a ser aluno dele, mas fui colega de trabalho no Colegiado de Ciências Econômicas da Unespar campus de Campo Mourão durante 23 anos. 

Tornei-me amigo muito próximo, além dos trabalhos cotidianos acadêmicos, também trabalhei em vários projetos junto com ele. Especialmente quero destacar que no ano passado ele foi uma peça fundamental dos trabalhos de levantamento de dados sócioeconômicos para as apresentações do projeto de duplicação da BR 376 e ligação com o Estado do Mato Grosso do Sul, numa parceria entre a reitoria da Unespar e a Sociedade Civil de Paranavaí-Pr e região.

O professor Leonello além das disciplinas que ministrou, também teve uma longa carreira sendo consultor no Sebrae, Senai, Programa Universidade sem Fronteiras, Bom Negócio e contribuir para melhorar a vida de muitas pessoas, especialmente pequenos empresários e pequenos agricultores.   

É com muita tristeza que escrevo essas palavras e lamento profundamente uma pessoa partir assim tão cedo e que tinha tanto a contribuir e que era grande amigo. Que Deus receba sua alma, que ele enfim descanse em paz e que a família (Val , Guilherme e Arthur) recebam  o conforto apesar da grande dor.  

sexta-feira, 11 de maio de 2018

VISITA A ASSOCIAÇÃO ARANDU ATY_ARAY (TERRA INDÍGENA VERÁ TUPAI)





Extraído do Facebook do Vereador do PT de Campo Mourão Professor Cícero:

No último dia 10/05, visitamos a Associação ARANDU ATY_ARAY (Terra Indígena Verá Tupai); fomos recebidos pelo Cacique Mbei Mbei Tupã (Emiliano Medina) e sua esposa Jaxy Rendy (Nilza Maria Rodrigues). Na ocasião, estivemos com o Professor João Marcos (Diretor do Campus de Campo Mourão da Unespar), Professor Sergio Luiz Maybuk (Controlador interno da UNESPAR), Professora Gisele e a Professora Zilda do Departamento de Geografia e do Grupo de pesquisa MECAPECAM.
Durante a reunião discutimos algumas necessidades específicas da Aldeia, como a instalação de um poço artesiano, e a ampliação de espaços de criação de aves e plantações de hortaliças, além de melhorias na estrada que dá acesso à Terra Indígena Verá Tupai.
Também acertamos alguns detalhes para o lançamento do livro escrito em conjunto pelo Cacique Emiliano, sua esposa Nilza e a Professora do Departamento de Letras da UNESPAR e ex diretora da FECILCAM Professora Sinclair Casemiro.
A Associação ARANDU ATY_ARAY (Terra Indígena Verá Tupai) já existe há 8 anos no Município de Campo Mourão. Localizado na região do Barreiro das Frutas, o grupo que ali reside, atua com a agricultura de subsistência em formato de coletivo e associação indígena.
Agradecemos a acolhida do Cacique Emiliano e de sua esposa Nilza. Fica firmado nosso compromisso de luta por melhorias para a comunidade e aplicação de políticas públicas para os nossos povos nativos indígenas.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

FEIRA DO MST EM SÃO PAULO REÚNE 260 MIL PESSOAS EM QUATRO DIAS.

Belíssimo texto e testemunho do jornalista Paulo Moreira Leite sobre os quatro dias de feira do MST em São Paulo. 260 mil pessoas passaram por lá. CLIQUE AQUI para ler.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

JORNALISTA CONTESTA PÚBLICO DIVULGADO PELA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ

Acabei de ler uma matéria do conceituado jornalista Ricardo Kotscho que tem 69 anos e já trabalhou em vários meios de comunicação e já foi contemplando com prêmio na ONU. 

Ele escreve duvidando da contagem da Polícia Militar do Paraná que atribuiu a um "mar de gente" apenas 5 mil pessoas no manifesto de 1º de maio. Ele diz que não estava no evento mas as fotos e imagens dos vídeos não deixam dúvidas de que havia muito mais gente que a informação da imprensa.

Eu estava presente no evento e posso testemunhar que sem dúvida alguma tinha muito mais gente e em determinados espaços era impossível de passar.

Ficar discutindo números de público, pode parecer uma bobagem mas não é. Serve de "termômetro".

Entendo que sempre os promotores de qualquer evento costumam aumentar o número e os opositores tentam diminuir ao máximo o mesmo e aí, espera-se o pronunciamento da PM para acabar com o impasse.

Estamos vivendo tempos muito estranhos em que juíz de primeira instância e presidente do STF atuam politicamente ao invés de julgarem como a justiça pede e isso é perigoso para toda a sociedade.

Quando uma Instituição respeitada que tem 164 anos de existência pode ser acusada de agir politicamente na contagem de público isso não é bom e gera insegurança. Eu prefiro acreditar que foi apenas um grande erro matemático ao não retratar a realidade de público do evento. 

CLIQUE AQUI para ler a matéria.

sábado, 28 de abril de 2018

LEMBRANDO O 29 DE ABRIL - CAMPANHA RICHA NUNCA MAIS







Agora de manhã no centro de Campo Mourão relembrando o massacre contra os professores e na campanha justa de Richa nunca mais.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

UM POEMA DO PROFESSOR SANDRO ADRIANO DA SILVA - UNESPAR

O Blog do Maybuk , quando tem acesso a poemas inéditos e quando devidamente autorizado,  publica os mesmos para que todos possam ter acesso.   

Aos internautas, retratando o nosso Brasil atual,  um belo poema escrito pelo professor do colegiado de letras da Unespar campus de Campo Mourão - Sandro Adriano da Silva.

o poema em tempos sombrios
e seu velho novo dilema de anjo
da história
sabe-se ruína
a cada interlúdio entre
o espasmo e a tentativa de levante
o poema e sua matéria
cobrada a peso de infâmia
e bandeiras a meio-pau
o poema e o dolo do cotidiano:
país sem margem
um refluxo de água-forte
esterilizando a memória e seus domínios
como se todas as estações não fossem finitas
e desconhecidos os mártires os lacerados
e o poema
imperfeita testemunha
atenta ao cadáver dos sonhadores
vaticinando o jugo a aflição a sujeira sem pombos
o poema
breve poema
lacônico expectante
entrecortado de dissonância
e alguma reparação
em seu ínfimo motim
s.

AS DUAS FORMATURAS DA UNESPAR CAMPUS DE CAMPO MOURÃO DOS GRADUADOS DE 2017

Na condição de professor efetivo da Unespar campus de Campo Mourão, cumpri com prazer minha obrigação de participar das cerimônias de formatura que ocorreram nos dias 25 e 26 de abril de 2018. Normalmente tais cerimônias acontecem em fevereiro, mas ainda estamos com calendários atrasados devido às greves que Governo do Estado do Paraná nos obrigou a fazer. 

Nas duas ocasiões fui citado pelo cerimonial na condição de Auditor e Controlador da Unespar, devido o cargo que ocupo na atual gestão da Unespar.

Na primeira noite a homenageada foi a professora aposentada Rosane Dolarice Lange Schmidt e na segunda noite minha colega de colegiado, a professora doutora Janete Leige Lopes que vai se aposentar. Ambas foram minhas professoras na graduação e depois colegas de trabalho. A professora Janete além de colega de trabalho, foi minha orientadora na especialização em Comércio Exterior com Ênfase para o Mercosul pela antiga Fecilcam e depois foi uma das organizadoras do MINTER - Mestrado Interinstitucional  que nossa instituição fez na gestão do então diretor da Fecilcam professor Antonio Carlos Aleixo com a UFPR e que em 2009 recebi o título de Mestre em Desenvolvimento Econômico pela referida instituição.

Nas duas noites se fez um momento de silêncio pela memória do professor Agenor Krul que também foi diretor da instituição e que faleceu em janeiro de 2018. Na segunda noite também acrescentou-se à memória dos dois alunos do Curso de Turismo e Meio Ambiente que faleceram.    

O diretor do campus de Campo Mourão professor João Marcos Borges Avelar que também é mestre no mesmo curso que mencionei anteriormente, e que em breve defenderá a tese de doutorado fez dois discursos muito firmes nas duas ocasiões. 

Na primeira noite,  além ressaltar a ocasião especial para os formados e especialmente para os familiares presentes, deu destaque para as licenciaturas e papel importante deles e delas na educação que deve transformar as pessoas. Também bateu pesado no descaso em que o governador Beto Richa tratou as universidades nos últimos quatro anos e lembrou do massacre contra os professores com balas de borracha por causa do confisco dos recursos da previdência dos servidores  e também destacou a onda de ódio, intolerância, violência especialmente contra as mulheres e discriminação de todas as formas  que contaminou o Brasil. Fez referência ao período do nazismo que em uma mentira era contada várias e várias vezes até tornar-se uma "verdade" e fez referência a injustiça da prisão do Nelson Mandela na África do Sul e que ficou preso injustamente durante 27 anos e quando saiu, nos braços do povo tornou-se Presidente da República. 

Na segunda noite, salientou que o reitor da UNESPAR professor Antonio Carlos Aleixo não se fez presente por estar em Curitiba na realização do COU - Conselho Universitário,  repetiu as duras críticas anteriormente mencionadas e fez referência a importância dos familiares presentes e destacou que os formados ali em cursos de ciências sociais aplicadas devem trabalhar pelo desenvolvimento econômico da região da COMCAM e outras regiões em que vão atuar.

Sustentou que a se a universidade não contribuir para a transformação econômica e social das vidas das pessoas, não tem sentido de existir. E lembrou aos estudantes de alguns projetos já realizados, destacando um diagnóstico municipal feito pela instituição e nas palavras dele: realizado por mim e pelo professor Sérgio  Maybuk aqui presente e que foi detectado que mais de 90% das empresas eram micro e pequenas e que há um campo enorme de trabalho a ser realizado.        

quarta-feira, 25 de abril de 2018

SARAU DA AME ABRIL DE 2018










No  dia, 14 de abril de 2018, a AME, Associação Mourãoense de Escritores (Coordenação  Fátima Saraiva e Fátima Braga)  em conjunto com a Biblioteca Pública Biblioteca Municipal Egydio Martello, (Coordenação Luciana Demetke)  promoveu um Sarau Literário, com expressões em forma de poesias, poemas, prosas e músicas. Foram horas agradáveis com bons textos de autoria dos próprios participantes ou de autoria de grandes autores.

Foi um encontro diferenciado porque na ocasião, a AME comemorava mais um aniversário e foi escolhida para iniciar os trabalhos a escritora Silvia Fernandes, pelo motivo da mesma também fazer aniversário na data.

Ela que sempre surpreende a todos e todas com seus escritos e intervenções, declamou uma poesia em homenagem à AME.

Na sequência além de música, de poesia e de um belo debate travado especialmente pelo escritor João Lara e a escritora Ana Ceola sobre ter ou não ter dom para escrever, seguiu-se uma série de belos depoimentos, feitos pela maioria dos presentes, em que cada um ao seu modo, declarava seu amor e admiração pelo que representava a  AME para cada um deles de delas.

No final, ao som da acordeonista e cantora Maria Aparecida Gastaldo, cantou-se os parabéns à AME.
Além da cantora e do escritor e as escritoras já citadas e também da escritora já mencionadas, estavam presentes Amanda  Pichontcosky, Christopher Vitor Cionek, Cristina Gláucia Schreiner Mota, Doroty Boçon Carneiro,  Isabelle Caldas Carneiro, Luciana Demetke,  Maria de Fátima Saraiva Ferreira,   Maria de Fátima Veloso Braga (vice-presidente) , Maurício B. Carneiro,  Otmar Soares,  Sérgio Luiz Maybuk,  Silvania Maria Costa Carvalho e Sônia Ubelina de Oliveira Silveira. 

Homenagem à AME  em forma de poesia, escritora pelo Sérgio Luiz Maybuk na quinta-feira 26/04/18 as 1h53 da madrugada. (citei os nomes que lembrei, os que faltaram é só me avisar que eu complemento os versos).

Quem participa aqui da AME não quer sair mais daqui.
Na AME tem a Amanda Pichontcosky.  
Quem participa da AME não se enrola.
Na AME tem a Ana Aparecida Ceola.

A poesia na AME não se esgota.
Na AME tem a Cristina Schereiner Mota.
A poesia na AME mete a cara.
Na AME tem o João de Lara.

Na AME tem verdade, sem truque.
Na AME tem a Luciana Demetke.
Estar na AME fica impossível ter raiva. 
Na AME tem a Fátima Saraiva.

Na AME com a poesia não há fadiga.
Na AME tem a Fátima Braga.
Na AME não há desespero.
Na AME tem o Maurício Carneiro.

Na AME tudo é belo como os mares.
Na AME tem o Otmar Soares.
Na AME raramente há algo falho.
Pois na AME tem a Silvana Carvalho.

Na AME não se marca bobeira.
Pois na AME tem a Sônia Silveira.
Na AME os minutos não são derradeiros.
Porque na AME tem a Dalva de Medeiros.

Na AME a música não tem resguardo.
Porque nela tem a Maria Gastaldo.
Na AME tem voz de prestígio.
Porque nela tem o Reinaldo Remigio.

Na AME tem música de primeira.
Porque nela tem a Kah Oliveira.
Na AME se declama versos com gosto.
Pois lá tem o Oswaldoir Capeloto.

Na AME não é longe, é logo ali.
Na AME tem a Prescila Francioli.
Na AME tem espaço para você.
Assim como para a jovem Izabelle Marrie.

Na AME tudo é grande como em Itu.
Porque lá tem talentos do padrão Kadu.
Na AME nem comprimidos nem xaropes.
Lá tem música boa com o Anderson Lopes.

Na AME a cultura é perene. 
Lá tem Ester de Abreu Piacentine. 
Na AME a poesia é duradoura.
Porque lá tem Aline Moura.

Na AME ninguém quer ter pressa.
Quando lá tem música da Andressa.
Na AME não tem Helena Kolody.
Mas para que, se tem Dirce Salvadori.

Na AME tem muito talento, já discerni.
Lá tem por exemplo Maria Sampaio Pasquini. 
Na AME todo mundo pode ser feliz.
Porque tem gente igual a Solaine Beatriz.

Na AME só escritor de talento, ora pois.
Lá tem o Gilson Mendes de Góis.
Na AME não se viaja com carros.
Pode-se viajar nas poesias do Antonio Barros.

Na AME tudo é gostoso tipo bala de anis.
Tem poesia do  talentoso José Luis.
Na AME sempre te lembrarás por onde andes
Da poetisa mineira Silvia Fernandes.
 
São muitos anos de história.
É preciso lutar sempre sem euforia
Na AME tem gente que não volta jamais.
mas tem continuidade e outras virão, muito mais.
 
  
              
   

terça-feira, 24 de abril de 2018

A PRISÃO DE LULA É DEVASTADORA PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA

Fantástico artigo que afirma categoricamente que a prisão do Lula é devastadora para a justiça brasileira.
Trata da "ejaculação precoce" do Moro carregado de ódio em prender Lula e da jovem "juíza" que nos seus quinze minutos de fama impediu um prêmio nobel da paz de visitar seu amigo.
Magistrados agindo à luz dos holofotes dá nisso. Entraram numa sinuca de bico e não se sabe onde isso vai dar. CLIQUE AQUI para ler.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

PERDEMOS PAUL SINGER

Vai fazer muita falta o economista Paul Singer. Sou fã dele, minhas pesquisas sobre economia solidária sempre tiveram a presença de dele nos referenciais. Além de teórico sempre lutou pelas causas sociais. Tive o privilégio de assisti-lo em Maringá-Pr certa vez. Esse foi um homem que combateu o bom combate sempre.CLIQUE AQUI para ler.
CLIQUE AQUI para ler.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A SEGUNDA PARTE DO GOLPE CUMPRIDA



Tempos estranhos estamos vivendo, um juiz de primeira instância (Moro)   em despacho, querendo interferir nos votos de juízes da suprema corte. Dito pelo Ministro Marco Aurélio de Melo.
Concordo com o Ministro e tais tempos estranhos começaram com a queda da presidenta Dilma, comandada pelo bandido Cunha, atualmente preso e seus liderados na câmara dos deputados, que iniciaram o impeachment por causa de uma manobra contábil que todos os ex-presidentes desde FHC e todos os governadores sempre praticaram e que segundo o atento senador e estadista Roberto Requião disse certa vez: essa manobra, no máximo daria uma multa, não para Dilma, mas para o Secretário do Tesouro Nacional.
A maioria do senado federal consumou o ato, mas envergonhado por saber que estavam cometendo uma injustiça, a pedido da senadora Kátia Abreu antes de ser expulsa do PMDB (um prêmio para ela) mantiveram os direitos políticos da “criminosa”. Tanto é que segundo as últimas pesquisas que acompanhei, a Dilma deve se eleger senadora na terra do Aécio que nem candidato deve ser, ontem ela inclusive, transferiu seu título de Porto Alegre para Belo Horizonte.
Concluída a primeira parte do golpe, a segunda seria tirar o maior líder político da América Latina e o atual líder absoluto de todas as pesquisas o ex-presidente Lula do processo eleitoral.
E o processo seguiu por meio de absurdos atrás de absurdos, mas começou anteriormente pela gravação e divulgação de conversas telefônicas entre a ainda presidenta da república Dilma e o ex-presidente da república Lula. Fosse nos EUA, de acordo com grandes juristas que se pronunciaram, o Sérgio Moro que autorizou tal crime seria preso e perderia o cargo. Simples assim.  
Depois todos os vazamentos seletivos e que milagrosamente, a rede globo tinha todos os áudios para divulgar no jornal nacional, nos trechos que fossem interessantes para os envolvidos no processo.
Depois veio o ridículo e vexatório (motivo de piadas)o Power point do Dalagnol, aquele que outro dia disse que faria jejum para que o STF julgasse de acordo com ele desejava porque era o anseio da população. Coisa estranha, partindo de alguém da área do direito, pois julgamentos sérios não dependem de desejos nem dele que é um “poço de pureza”, nem de ninguém da população e sim do que reza a constituição brasileira que desde a lava jato vem sendo rasgada, pedaço a pedaço.       
Depois veio o processo, o apartamento triplex que de acordo com uma testemunha, sem comprovação, era para ser do Lula. E seria por um benefício de alguma obra da Petrobrás. Como assim? Alguém monta um processo (com milhares de páginas, pois quantidade impressiona) para tentar incriminar uma pessoa que “ia anhar” um apto que depois ficou comprovado que estava penhorado pela Caixa Econômica e pertencia a OAS. O Outro absurdo, que diabos tem que um ex-presidente da república seja incriminado pela Petrobrás da qual ele diretamente não tem nada a ver, pois ela é regida por um Conselho e tem uma diretoria. Só no Brasil uma coisa dessas.
Mas os absurdos continuariam. O Sérgio Moro que deveria pela lógica do direito vigente arquivar o processo, aceitou a denúncia, condenou o Lula a nove anos de prisão. E quando os advogados recorreram, ELE MESMO, afirmou que não havia ligação com a Petrobrás. O que já era frágil como uma casca de ovo ficou mais frágil ainda.
Bom, mas existe a segunda instância. Há uma justiça no Brasil e há fila de espera, porque é assim que as coisas funcionam. Tem um histórico garantindo isso. Eis o que foi a surpresa, na velocidade de “míssil”, atropelando outros processos que estavam na frente o relator, que segundo o maior sociólogo brasileiro Emir Sader (e que bombou na internet) “o revisor do processo do Lula leu 250 mil páginas em 6 dias. Isto é, ele leu 2 mil páginas por hora, sem dormir, durante 6 dias”. Vamos combinar, esse desembargador é bom leitura.  
Antes disso, é bom lembrar que o presidente do TRF4 tinha declarado que a sentença do Moro era irrepreensível. Caramba, como é que pode um desembargador, presidente de um colegiado de justiça fala isso em entrevista? Qualquer pessoa, qualquer jurista poderia comentar a sentença, mas jamais, ele poderia, na condição de presidente emitir um juízo assim, no mínimo, poderia causar a impressão de interferência junto aos três desembargadores que iriam julgar o caso. Mas tudo bem não é, afinal de contas espera-se que um juiz julgue baseado nos autos do processo e não leve em consideração, absolutamente nada que ouvir de outras pessoas.       
 Bom, tudo bem, o revisor ficou 6 dias sem dormir lendo, porque ele é um abnegado servidor público, mas havia a expectativa do julgamento em si, as sentenças e era sabido que primeiro, se fosse ao menos de 2 a 1 contra o Lula, haverá recursos mais substanciais e o processo demoraria mais tempo. Está na Constituição isso. Se bem que não sei se esse instrumento ainda pode ser levado a sério, mas continuemos, mesmo que fosse 3 a 0 contra o Lula ainda poderia existir recursos, quando há divergência da pena, afinal de contas são três desembargadores que votam pelas próprias cabeças e sem interferência.
No dia do julgamento estava presente devidamente autorizado pelo TRF4, a pedido da defesa, o advogado dos Direitos Humanos da ONU e nada menos que o conselheiro da Rainha da Inglaterra o britânico Geoffrey Robertson. O julgamento sinceramente foi um teatro. O observador citado disse depois que ficou horrorizado. Os desembargadores apesar de permitirem os minutos a que o advogado de defesa tinha, nem levaram em consideração porque já estavam com o votos prontos e além dos 3 a 0 contra o Lula ainda subiram a pena, os três juntos (isso que é sintonia de pensamento, afinal de contas os votos são individuais) para 12 anos.
“Isso foi feito com o objetivo claro de não prescrever a pena, de acordo com o ex-juiz federal Flávio Dino e atual governador do Maranhão”. Para mim isso aparenta ser mais um nós três contra ele do que um julgamento sério.
Espera aí, três a zero para não permitir recursos mais demorados, os três atribuíram uma mesma pena aumentada para que o processo não prescreva e querem me fazer acreditar que isso tudo é uma simples coincidência? Eu posso ter a cara de idiota, mas penso que só sou um pouco.  
No meio do caminho, veio a história da votação do habeas corpus preventivo julgado pelo STF  que Lula perdeu e que nem necessitaria de ser solicitado e foi denunciado pelo Ministro Marco Aurélio no dia do julgamento.
O ocorrido foi que a presidenta Carmem Lúcia propositadamente e agindo não como juíza, mas como política, engavetou desde dezembro do ano passado as duas  ADCs - Ações Declaratórias de Constitucionalidade e que se tivessem sido votadas, salvo nova mudança da Rosa Weber,  daria 6 a 5 pró nova mudança para atender a constituição e Lula não estaria preso agora.
Com relação à nova votação das ADCs que podem ocorrer já na quarta-feira, não pela vontade da Carmem Lúcia (amiga do Aécio e aliada da Rede Globo), mas porque o Marco Aurélio já perdeu a paciência com ela e disse que vai pautar o assunto e ele pode fazê-lo, é uma discussão que não era nem para estar acontecendo, porque a mudança ocorrida em 2016 é uma afronta à constituição brasileira e só ocorreu pelo oba oba da lava jato, porque é uma cláusula pétrea e sendo tal, não pode ser alterada e mesmo que fosse alterada por mais absurda que seja, deveria ser realizado pelo Congresso Nacional porque para o bem ou para o mal é lá a instância adequada.
E quem está dizendo aos quatro ventos e criticando abertamente todo o processo de perseguição que o Lula está sofrendo e que até fora do país tem juristas indignados, é nada mais, nada menos que um jornalista político Reinaldo Azevedo que odeia o PT.
Com a devida vênia, aos que não concordam comigo e sem ódio no coração porque gera uma série de doenças, é o que eu tinha para relatar no final de um domingo ensolarado em que no momento o Corinthians (time do coração do Lula) está vencendo o Palmeiras.